sexta-feira, 26 de novembro de 2010

With love to a 'Fool on the hill'.


Sinto-me frustrada. Frustrada por ver as fotos de um homem que muito admiro; um cara boa gente. Fez um show recentemente muito longe de casa. Muito longe da minha, inclusive. Mas o que são horas no avião, o que é uma grana a mais gasta, o que é abrir mão do conforto; quando você poderia estar ali tão perto do exemplo vivo de música. Que aos plenos sessenta e poucos ainda é capaz de fazer-te saltar em queda livre ao mundo do rock! Que te propõe um fuga imediata com Band On The Run, ou faz-te pensar no dia que passou com Yesterday. Que tem energia de sobra para clamar um Helter Skelter, e faz milhares cantar em unissono o hino Hey Jude. Que te inspira, que te alegra. Sim, é verdade. Descobri em suas músicas, em seu jeito jovem e brincalhão, em seu amor tão transpassado à acordes e letras uma forma de sentir-me melhor. Mais em casa, mais em paz. O que é uma música que palpita um "tire suas asas quebradas e aprenda a voar" quando o que você realmente precisava ouvir é isso? O conselho certo, no momento certo. É como se me conhecesse, como se cada verso dispersado por ele tivessem o incrível poder de minimizar dores, refrigerar minha mente, acalmar meu coração e despertar a esperança; que dormira por muito tempo. Quem é este homem que move multidões a seu encontro sempre com um sorriso no rosto? Que nos faz sair de casa ou até ficar , mas pôr-nos em busca de suas palavras confortantes que se encaixam tão bem a nossas gargantas? Quem é ele? Billy Shears ou não, ele continua sendo um grande herói. Um grande exemplo, um grande homem. Te admiro com todas as minhas forças, e tentarei com elas ver-te um dia. Até logo, Sir James Paul Mccartney. "Let it be, there will be an answer, let it be..." por uma eterna fã,

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Quebrada por dentro.


"
Seus sentimentos esconde, seus sonhos não encontra, está perdendo a cabeça, está ficando para trás. Ela não consegue encontrar seu lugar, está perdendo a fé. Está caindo na desgraça, ela está em todo o lugar .Ela quer ir para casa , mas não há ninguém em casa. Do jeito que mente, quebrada por dentro. Sem lugar para ir, sem lugar para ir. Para secar seus olhos, quebrada por dentro[...]" (Nobody's Home- Avril Lavigne).

Tudo o que eu queria é que notassem que estou aqui. O pior não é perder-se do caminho de volta para casa, e sim perder-se do caminho de volta à vida. A sua vida. Perder-se dentro de você; procurar tanto e chegar a desistir de te encontrar. Ao contrário do que pensei sinto-me só a qualquer instante, ciruntância ou companhia. Só quero ficar no meu canto sozinha, chorando talvez, tirar de mim a dor que me sufoca sem que percebam. Quero tirar a máscara que insiste em permanecer sobre minha pele, e tirar o sorriso que esconde minha angústia. Quero ser eu. Quero ser ninguém. Não ter ninguém falando sobre suas coisas. Que importam as coisas dos outros? E minhas coisas onde ficam? Porque o mundo dos outros é um oásis e o meu está aqui aos destroços, cacos, remendos. Onde está a felicidade? Onde estou eu? Eu lírico só; como um pássaro perdido que procura sua rota. Seu caminho. Será que existe esse tal caminho? Onde está a esperança? Onde está tudo? O sentido? Meu mundo? Serei um ser em primeira pessoa que insiste em permanecer assim? Quantas mágoas tenho por debaixo das mangas de meus casacos, quantas casacos são necessários para portar tantas mágoas? Já nem sei mais[...] Angústia maior é não saber o porquê. O porque disso, daquilo. A culpa é toda minha. Sempre foi. Não adianta mudar, o fato de eu não me entender não ajuda a superar minhas dificuldades. Estou só em casa; tão só quanto sempre fico. Eu, meus pensamentos, arrependimentos. A esperança nem deu as caras hoje. Estupendo como sempre! E fico aqui tentando buscar motivos para continuar à acordar todos os dias. Vim para ser feliz. Quero e posso ser feliz. Não faço questão que me entendam, basta para mim me entender.

domingo, 21 de novembro de 2010

What a hell is depression?


Mas o que é estar deprê afinal?
Estar deprê é estar cansado,
desanimado, acanhado,
um tanto descuidado?
Acho que não.
Estar deprê é não estar por cima,
ser mulher e se sentir menina,
é estar no chão?
É viver olhando pros cantos por precaução?
É não se entender,
é se entender demais?
Reclamar dos filhos ,
é brigar com os pais?
É o querer excessivo,
é desinteresse repentino?
É estar carente,
ou calar-se um pouquinho?
É precisar de gente,
Ou será querer estar sozinho?
É a escassez,
É o excesso?
É a necessidade de um recesso?
É sonhar demais,
é sonhar de menos?
É ser grande e
sentir-se pequeno?
É querer amor e não alcançar,
é viver sorrindo mas querer chorar?
Me diz, o que é "deprê" afinal.
Mas não hesite, não demore.
Preciso saber se sou normal[...]

Recusa.


Não pense que é por falta de espaço, mas já não te quero mais em meu coração.

sábado, 20 de novembro de 2010

Custos.


A gente custa um certo tempo para remendar um coração, e entende que um coração mal remendado ocasiona uma eminente regressão a todo o tratamento. A gente custa um certo tempo a descobrir qual a pose ideal para tirar foto, e passa a dar mais mérito a isso. A gente custa um certo tempo a aceitar que o mundo não gira em torno de nós. Custa a encarar situações da qual nunca imaginávamos passar, e custa a ver no futuro o quão boba toda aquela situação problema é a final de contas. Custa a perceber que é necessário ter fé em algo, não importa o que seja. A gente custa a suportar a dor de perder um ente querido, e embora o processo seja particular a cada um dos casos, nós sempre acabamos encontrando meios e circuntâncias viáveis para isso. A gente custa a permitir-nos crescer. A gente se desliga e se afixa de um tempo, e de uma hora para outra se vê tão grande, tão velho, tão formado, tão vivido, mas ainda tão menino. A gente custa adotar a ideia de que a vida é um constante aprendizado, a cada dia o mundo permite-se dar-nos um encorajamento ou ensinamento, tudo faz parte da nossa necessidade. Dificuldade são impostas a fim de que sejam superadas e que você aprenda com elas, garimpando de forma promissora , fazendo você mesmo achar respostas às perguntas. Todo dia um desafio é nos imposto. Sendo para falar em público, abrir uma lata de sardinhas, ajudar alguém ou ser ajudado. Cabe a nós aceitarmos ou não. A gente custa a aceitar tudo. A aceitar o mundo e as regras impostas por ele. A gente custa a se aceitar, e ficamos por muito tempo na guerra infundada contra nós mesmos. A gente custa a enxergar que nosso maior e eterno aliado sempre será o nosso eu. Como ser aceito pelo mundo, se a sua auto-aceitação ficou pelo caminho? A gente custa um tempo a perceber o quanto precisa das pessoas, e o quanto um simples sorriso pode mudar nosso dia. A gente custa tempo demais fugindo do amor. A gente mal percebe que é ele que enobrece e engradece o melhor dos homens. A gente entende que aquele amor juvenil não era tão amor assim, e permite-se rir de você mesmo quando acreditava cegamente estar vivendo um romance Shakespeariano. Mas por fim a gente custa a assimilar que é necessário crer no mundo, na paz, num político; acreditar na prosperidade,acreditar na bondade das pessoas, e acreditar no poder de suas próprias ações; é necessário acreditar no futuro, acreditar ter voz, acreditar fazer a diferença, acreditar em seus sonhos. Mas principalmente, te custará algum tempo para mesmo sem entender, acreditar plenamente em você. "Um grão de arroz pode mudar a balança". Don't stop to believe. (Reflita).

Love Game.


Como é difícil superar ser esquecido. Como é difícil encarar olhos indiferentes, braços frios, expressões gélidas, atitudes tão cheias de desdém, pensamentos indecifráveis. Como é difícil se pegar pensando nesse tal alguém. Como é revoltante. Como é decepcionante sua falta de controle. E o pior de tudo é que você não tem escolha. Você tem que entrar nesse jogo de frieza; que você tanto abominou por todo esse tempo. Quando um dos jogadores domina o jogo, você tem que jogar de acordo com ele. Mas tudo vira um caos quando ele domina o jogo sem ao menos estar jogando[...]

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Um Pequeno Recado Para Um Lindo Garoto.


"Feche os olhos, não tenha medo. O monstro se foi, ele está correndo, e o papai está aqui [...] Antes de dormir faça uma pequena oração. Todos os dias, em todas as formas estão ficando cada vez melhores[...] Mal posso esperar para ver você ficar mais velho, mas acho que ambos temos que ser pacientes! Porque é um longo caminho a seguir , uma vida para vencer. Sim é um longo caminho a seguir, mas nesse meio tempo... Antes de atravessar, pegue minha mão. A vida é o que acontece com você enquanto está ocupado com outros planos. Querido, querido Sean[...]"

Prioridade.


Estou meio sem tempo agora para amar um outro alguém[...];
vou tentar me amar primeiro desta vez.

Entendimento e Aceitação.


Queria poder entender essa situação com um sorriso nos lábios e dizer-te
que apóio sua tentativa de ser feliz mesmo que não seja ao meu lado. Mas veja que entender não significa aceitar[...]




quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Eternamente.

Sinto falta do tempo em que era feliz e não sabia. Mais precisamente do auge dos meus 14 anos, bem vividos eu diria. É uma pena que esse tempo não volte. Em que tinha o controle de tudo e não me importava tanto com quem estava sendo ou não sincero comigo. Do tempo em que mentira era perdoável e traição nem era tão grave assim. Sinto falta de altos papos com uma amiga querida que já não está mais por aqui, talvez por não querer estar. Sinto falta da época em que uma pulseira significava o mundo pra mim, e meu mundo fazia sentido afinal. Sinto falta da época em que minhas pernas tremiam a frente de meu eminente primeiro beijo, sinto falta das tardes de amor que vivi, do frio na barriga que senti, e da minha convicção besta que tinha aprendido tudo. E acho que tem uma lição por trás disso: memórias e momentos são finitos para que possamos dar a eles seu verdadeiro valor. E ao contrário do que a gente pensa talvez seja melhor não ter a capacidade de voltar no tempo e viver de novo, repetindo os erros ou culminando acertos. Um beijo não teria a mesma significação se pudessemos ir lá e vivê-lo de novo. Certas coisas são simplesmente memórias eternizadas para sempre em nossas mentes, sendo perfeitos ou imperfeitos como foram. Isso não é ruim. A gente só está aprendendo a valorizar cada momento hoje que logo virará uma memória amanhã. Portanto valorize-as, você não vai vivê-las novamente.
Aceite ou não um conselho cordial: Não é preciso ócuspócus, máquina do tempo, ampulheta mágica ou coisa parecida para dar valor ao que vive ou viveu. Portanto livre-se do fardo de viver no passado, e concentre-se no agora; desate suas amarras dele. O que já foi já foi, a vida segue seu curso leve e breve, e leva de nós coisas boas, ruins; mas deixa sempre conosco o a capacidade doce da lembrança. Fuja da regra besta de que pra dar valor tem que perder. Só você pode mudar isso.