Sinto falta do tempo em que era feliz e não sabia. Mais precisamente do auge dos meus 14 anos, bem vividos eu diria. É uma pena que esse tempo não volte. Em que tinha o controle de tudo e não me importava tanto com quem estava sendo ou não sincero comigo. Do tempo em que mentira era perdoável e traição nem era tão grave assim. Sinto falta de altos papos com uma amiga querida que já não está mais por aqui, talvez por não querer estar. Sinto falta da época em que uma pulseira significava o mundo pra mim, e meu mundo fazia sentido afinal. Sinto falta da época em que minhas pernas tremiam a frente de meu eminente primeiro beijo, sinto falta das tardes de amor que vivi, do frio na barriga que senti, e da minha convicção besta que tinha aprendido tudo. E acho que tem uma lição por trás disso: memórias e momentos são finitos para que possamos dar a eles seu verdadeiro valor. E ao contrário do que a gente pensa talvez seja melhor não ter a capacidade de voltar no tempo e viver de novo, repetindo os erros ou culminando acertos. Um beijo não teria a mesma significação se pudessemos ir lá e vivê-lo de novo. Certas coisas são simplesmente memórias eternizadas para sempre em nossas mentes, sendo perfeitos ou imperfeitos como foram. Isso não é ruim. A gente só está aprendendo a valorizar cada momento hoje que logo virará uma memória amanhã. Portanto valorize-as, você não vai vivê-las novamente.
Aceite ou não um conselho cordial: Não é preciso ócuspócus, máquina do tempo, ampulheta mágica ou coisa parecida para dar valor ao que vive ou viveu. Portanto livre-se do fardo de viver no passado, e concentre-se no agora; desate suas amarras dele. O que já foi já foi, a vida segue seu curso leve e breve, e leva de nós coisas boas, ruins; mas deixa sempre conosco o a capacidade doce da lembrança. Fuja da regra besta de que pra dar valor tem que perder. Só você pode mudar isso.
Enquanto usarmos nossas noites "não apenas para descansar", podemos sonhar e sermos passáros livres que sonhamos ser. Livres das preocupações e medos que o chão nos trás, recusando o rastejar dos dias em cima de nossas próprias limitações. Quando voamos vemos de cima e abrimos a oportunidade de enxergar infinitas possibilidades. Quando se sonha, pairamos no ponto mais alto e belo de nosso ser: A nossa liberdade. Permita-se voar...(Jessica Assis)
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Eternamente.
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário