terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O Ato De Viver.


O tempo é curto; em menos de um segundo podes descobrir uma doença e podes viver encucado com ela pelo resto de seus dias, ou podes simplesmente minimizá-la e não dar tanta condição a este pequeno mal. Podes perder um amor, sofrer, espernear; ou simplesmente fazer-se conformar, acalentar tua alma, dar-te tempo, um momento só pra ti. Podes reclamar de teus cabelos brancos, ou vê-los como marcador de experiências. Odiar tuas rugas, ou deixar claro por através delas as marcas de vivência que tens. Podes sofrer com tuas tristezas, ou acreditar na tua felicidade. Sentir-se só, ou buscar companhia. Podes fazer-se de vítima dos problemas da vida, ou fazer esses problemas vítimas perante você. Podes achar-se sem amigos, ou investir em novos. Como já dizia um grande sábido que muito me atiça o pensar, Senhor Chaplin, "A vida é muito para ser insignificante". Não passe pela vida, e não deixe que a vida passe. O importante não é quanto mas como se viveu. De nada vale ter vivido teus 89 anos e nunca ter-se proporcionada momento de plena alegria, afinal? Não leves a vida assim com esta formalidade, afroxe a gravata. Só seja feliz, independente do que te fazes sentir assim. Se aprecias um bolero à tarde, um pôquer pela manhã, cozinhar para uns queridos, amores informais, beber umas e outras, acho que no fundo não importa. É necessário às vezes viver em normalidades e loucuras pra encontrar a verdade felicidade. Encontre o que te fazes bem, e agarre isto. E leve este ensinamento para sempre, e perpertue entre os seus. Não aceite a falsa crença de que a geração passada era mais feliz. A felicidade é e deve ser um bem acessível à todos. E que assim seja afinal. "Embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu." (Luíz Fernando Veríssimo).

Nenhum comentário:

Postar um comentário