domingo, 24 de outubro de 2010

Um Quase Amor.

"Eu nunca quero te ver infeliz, pensei que você quisesse o mesmo pra
mim[...] Adeus, meu quase amante. Adeus, meu sonho sem esperança. Estou tentando não pensar em você, não pode apenas me deixar? Até logo, meu romance sem sorte. Virei minhas costas pra você. Eu deveria saber que você me traria dor? Quase amantes sempre trazem." (A Fine Frenzy- Almost Lover)
Eu costumava debulhar-me em intermináveis lágrimas quando ouvia essa música. Era tão suave e branda; quase como um breve desabafo da minha alma transcrito e posto em tal música. Só me entende plenamente quem já fez sofrer, sofreu de amor ou da falta dele. É tal terrível fase em que estamos extremamente sensíveis. "Um caco emocional", eu diria. A gente perde o rumo, perde o chão. Começa a se acostumar com tal vida que estava levando, tendo a plena certeza de que se caísse teria um certo alguém para nos socorrer. É tremendo choque quando nos damos conta que esta pessoa não esta mais lá. E é ai que sofremos e choramos em demasia. Os olhos cansados de chorar, quase já secos; mas a alma permance pesada da mágoa e tristeza que obteve em tão curto tempo. Pequenas frases, músicas ou fragmentos que simbolizem um fiapo refinado de nossa terrível decepção já é o suficiente para que amenizemos mesmo que insigficantemente o doloroso néctar de desamor que por nós percorre. E talvez seja por isso que eu tenha postado tal trecho, que há alguns tempos atrás, não suficientes para ser dizer época, eu tenha me identificado extremamente a tal música. É difícil expor que nosso pobre coração foi fragmentado. Mas é necessário dizer que só está por ai, procurando e catando seus pedaços; quase suplicando para que viva bem sem eles. Sempre teremos as lembranças, e por mais que doa temos que aceitar que não passam de meras recordações. Acho que ninguém nunca foi hábil o suficiente para reparar o quanto sofri em pról de tudo o que passei. Devem ter achado: "Foi só um garoto." Talvez tenha sido, mas não é tão fácil. Cair é sempre desestabilizante, não importa qual seja a intensidade da queda. Talvez eu tenha me apaixonado por ele ou pela forma que me senti. Sempre quis encontrar o tal amor que meninas bregas e românticas como eu procuram nesta idade; e quando achei, agarrei-me tão forte a ele. Esqueci do detalhe de que quando a gente se agarra forte a algo sem base esse algo se destrói. E foi o que ocorrera. Por isso, deixe-se gostar e desgostar de certas coisas se seu coração está partido. Assim como muito na vida isso é uma fase, e por mais que não pareça ela vai passar assim como sua resistência em tentar amar de novo. Só quem já teve o coração partido pode se apaixonar por um; encontre o seu. Colete uns quase amores, quem sabe encontrará em meio a tropeços, um amor de verdade desta vez.
Ps: A figura de corações partidos, encanta-me desde então.
"Um coração partido é um sinal de que não era para ser."

Se isolar ou não: eis a questão.


E a verdade é que quando estamos nos sentindo baixos, de todas as saídas sei que não é o isolamento. Quando estamos tristes, pensamos em basicamente pôr-nos no canto mais isolado que se for possível achar. Pomos na cabeça que precisamos ficar sozinhos, para pôr as ideias para funcionar, os planos em prática e as esperanças em órbita. É necessário sim, por ventura , caminhar aqui ou ali para esparecer talvez. Espantar seus demônios e libertá-los para mais longe possível. Todo mundo sem excessão tem seu dia de amargura, irritação; toda alma por mais saudável que seja adoece ou estremecer mesmo que por momento, não há como evitar este legado que aceitamos ao viver. E sabe o que mais? Faça! Não deixe que o desânimo te tire a vontade de permanecer de queixo erguido perante qualquer dificuldade, ainda mais quando esta dificuldade está dentro de você mesmo. Levante da cama, conte até dez. Não se permita ser um imã de negatividades, acredite no seu potencial. Não se esconda por trás de uma lágrima, e não se prenda a fatos que não existem. E por favor não fuja das pessoas para se encontrar; tente encontrar-se com elas e verá que talvez possa fugir de você mesmo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Medo de Amor.


"E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro. Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos. Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo."

Martha Medeiros.

Fragmentos de um amor.


Ei acorde! O mundo não é um mar de rosas, nem tampouco de espinhos. Então porque não abres essa cara e para de se colocar tão para baixo?Andas tão triste, e teu sorriso és tão belo; deixe que nos ilumine desta vez. Ponha no corpo a tal roupa anatômica que tanto gostas, e de que gosto também. Sinta-se a vontade por aqui. Tome este buquê de margaridas, que sei muito bem que tanto gostas! Este campo nunca andou mais belo, não é mesmo? Que tal passear por lá rapidamente enquanto desvendo o enigma de seu olhar? Conte-me seus segredos, seus anseios, seus receios, conte-me sobre você. Ensina-me sobre ti, o que fazer e o que falar! Depressa, pois anseio esta novidade que me espera. Anseio te amar[...]

Competições.


A gente se julga tão especial às vezes. Digo, a cada dia mais tento achar em mim motivos para permanecer crendo nessa louca e insana existência a que pertence. Tento pensar em algo em que seja boa, e me concentro nisso. Aposto minhas fichas, todas talvez. Aposto meu futuro, meu sonho, minha profissão, meu sucesso, minha felicidade. Porém nada se compara a dor de ver algo em que tanto acreditava nas mãos cruéis da futilidade. É difícil aceitar que a gente não era tão especial assim, e que as fichas tornam-se inúteis agora. É difícil, quase insuportável. Você dá um sorriso torto, tenta demonstrar o mínimo de consideração perante o outro. Se repele por estar sendo tão insensata e infantil. As pessoas tem o direito de desfrutar dos melhores frutos e plantar os seus também. Aprenda a compartilhar as coisas boas que se descobrir capaz de fazer. Não encare com levianidade tudo isso. Não se trata de uma partilha, se trata de uma aceitação. O mundo não teria chegado onde chegou sem ela. A concorrência é bela e sadia se aprendes a conviver com ela. Aprenda! Aprenda bem, e de forma permanente. Se conseguir ótimo; me ensine!

sábado, 16 de outubro de 2010

Trivial.


Já são duas, e o doce manto do sono não me embalara ainda. Estás ligeiramente atrasado, eu diria! Por certo, o fato de iniciarmos o horário de verão hoje ajudou, amenizando meu total desinteresse em visitar a terra dos sonhos. Uma terrível onda de descaso tomou-me, sinto-me uma reles náufraga de uma noite não dormida; ao som de roncos que ecoam por toda casa, tento preencher o vazio que me invade. Coloquei algumas músicas de meu seleto agrado, corri atrás habilmente de certas que coisas que me interessavam, e notei como é doloroso entrar em combate e não encontrar êxito. Gastamos tempo demasiado com trivialidades. Estas não passam de distrações persistentes, nada mais. A peleja fica mais suave quando a gente por fim entende isso. E aceite o terno conselho de uma veterana de guerra que cansou de lutar contra si: ache suas trivialidades, e tenha a absoluta certeza de que não se permitirá investir o valioso tempo que possui nelas. Vá ler um livro, ver um pôr-do-sol, dançar em seu quarto, ligar para seu amor, procurar um ou fazer-se crer nele. Mas poupe-se de trivialidades. Elas são um terrível ócio à uma mente produtiva e objetiva. Corra pra longe, corra pra perto. Corra por certo, corra pro centro. Corra para você mesmo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Perdão.


Perdoe-me por nunca faltar-lhe com a verdade e por ser tão sincera. Por cobrar tanto a mais clara e límpida sinceridade que pudesse me ofertar. Perdoe-me por simplesmente não me importar, e não pedir que voltes a meu porto. E por mais que me parta a alma tenho ciência de que assim viverei mesmo que contra minha vontade, sem você ao meu lado. Perdoe-me por agir assim como você, copiar seus descompassos e seu modo de imediato aceitação a um fim. Perdoe-me por não me importar mais e retirar o fardo tão pesado que insistia em permanecer por sobre meus ombros. Perdoe-me pela falta de competência em não ter o que dizer; por não ter a válvula que permitisse que me redimisse para contigo ou minizar as dores que manifestaram-se com o tempo. Perdoe-me por não ter me atraído por suas desculpas e por nem se quer por não tê-las ouvido . Perdoe-me por crer sermos o que não somos e por possuir a estúpida mania de esquematizar romances da qual nunca pertenci. Perdoe-me por ter dito algo que não foi de seu agrado, e tenha a plena certeza de que a última coisa no mundo que queria é te fazer sofrer, pois você não só pertencia a meu mundo mas como exercia o papel dele. Perdoe-me por não ter tido a intenção e ter-lhe feito sofrer, por feito essa farsa durar excessivamente, apenas causando-nos dor e desprezo. Perdoe-me por não ter omitido completamente nada a você, e por acreditar que essa seria a chave para qualquer coisa promissora antes fosse ao seu lado. Perdoe-me por ter me entregado legitimamente a ti. Perdoe-me por ter sido assim tão eu[...]

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Conselho.


Quando encontrar alguém que te faça perder o fio da meada, não hesite, preste a atenção nos sinais, eles mostram o que normalmente seus olhos não podem ver.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Selo de Autenticidade.


Chega uma determinada hora de nossas vidas em que entendemos que tudo e qualquer coisa que gira em torno de nosso eixo só depende de nós. E que nosso mundo só faz verdadeiro sentido quando permitimos e aceitamos tal legado. Não podemos cobrar demais, forçar-nos a ser o que não somos, forçar laços de amizade, nem mascarar nossa face, calar nossa alma, silenciar nosso coração. É necessário ser autêntico. Ao ser autêntico você está automaticamente permitindo que o resto do mundo seja também, ocasionando uma área mais leve mais fácil de ser vivida. Porque tem dias que só queremos ficar na nossa; com nosso "pouco com Deus é muito", em paz, quieto, calado, quase enclausurado dentro da camisa de força imaginária que permitimo-nos usar. Somos espectadores da vida, e esperamos que ninguém repare em nós por algum tempo, e a tristeza caros amigos é que tanto assim desejarmos como bons merecedores acabamos conseguindo. Mas a gente volta como sempre, sendo quase livres, quase escravos de nossas tarefas corriqueiras, de nossas obrigações eternas. Sendo autêntico sua vida sai das mãos de atos de sobrevivência; sua vida transporta-se a vivência, que é o que realmente importa. Viva apenas, mas não sobreviva. E é isso, é isso que te faz humano, posso sentir! Da vontade ficar mais 5 minutos na cama, sua falta de paciência com gente impaciente, sua transposição verídica de sentimentos, sua vontade de modificar o mundo ou sua vontade de modificar-se ; ser quieto ou irrequieto, tímido e calado, falante e extrovertido. Contradições a parte por uma mesma causa. Autenticidade. Cultive, respeite, almeje, perpetue e adote essa ideia. Você se surpreenderá!

Saudações.

Inauguro meu blog com uma questão: Porque temos que ouvir mais e falar menos? Esse negócio de falar menos é tido como um desafio para alguns. (Que não sou eu,cof!) O mundo é falante, pessoas querem falar. Transpor seus sentimentos e futilidades, agonias e felicidades. Querem comunicar-se, falar de política ou a falta dela; descarregar grandes baterias de desilusões, tonéis de tristeza e insatisfações, querem ser notadas e fingir que notam, ou até notarem pelo simples prazer de dizer-se observadores. Querem contar piadas sem graça, trilhões de vezes e esperar eboços de sorrisos brotando por sobre faces alheias. E eu me pergunto: Será que é assim tão prazeroso escutar? Falar é maravilhoso, mas e escutar; onde fica a maravilha de escutar? Em meio a "egocentríces" agudas o escutar ficou para escanteio, e talvez seja por isso que existem renomadas profissões em que o foco principal seja escutar, psicólogos por exemplo, parte do percentual de paciente que dispõe-se de uma consulta rápida, ou até mesmo semanal tem algum tipo de distúrbio ou problema. Pois bem caros amigos, boa parte quer somente ser escutado. A resposta de um grande amigo à pergunta anteriormente feita foi a seguinte: "Pois temos dois ouvidos e uma boca." Tudo bem,concordo. De acordo com nossas leis anatômicas, humanas e sei lá o quê por sentido temos o direito de ouvir mais do que falamos, mas não a capacidade. Mas acho também que o ser humano ia ficar danado de feio se possuísse duas bocas e uma orelha, portanto continuamos vivendo desta maneira. Uns calados, uns falantes, uns ouvintes, uns matracas. Uns nada além de humanos.
" Todo mundo que aprender a ler e escrever tem uma certa vontade de escrever.
É legítimo: todo o ser tem algo a dizer. Mas é preciso mais que vontade para
escrever[...]
Às vezes uma linha só basta para salvar o próprio coração." Clarice Lispector.


Segue em anexo uma foto de ‘O Perfeito Falante’: