sábado, 16 de outubro de 2010

Trivial.


Já são duas, e o doce manto do sono não me embalara ainda. Estás ligeiramente atrasado, eu diria! Por certo, o fato de iniciarmos o horário de verão hoje ajudou, amenizando meu total desinteresse em visitar a terra dos sonhos. Uma terrível onda de descaso tomou-me, sinto-me uma reles náufraga de uma noite não dormida; ao som de roncos que ecoam por toda casa, tento preencher o vazio que me invade. Coloquei algumas músicas de meu seleto agrado, corri atrás habilmente de certas que coisas que me interessavam, e notei como é doloroso entrar em combate e não encontrar êxito. Gastamos tempo demasiado com trivialidades. Estas não passam de distrações persistentes, nada mais. A peleja fica mais suave quando a gente por fim entende isso. E aceite o terno conselho de uma veterana de guerra que cansou de lutar contra si: ache suas trivialidades, e tenha a absoluta certeza de que não se permitirá investir o valioso tempo que possui nelas. Vá ler um livro, ver um pôr-do-sol, dançar em seu quarto, ligar para seu amor, procurar um ou fazer-se crer nele. Mas poupe-se de trivialidades. Elas são um terrível ócio à uma mente produtiva e objetiva. Corra pra longe, corra pra perto. Corra por certo, corra pro centro. Corra para você mesmo.

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