Inauguro meu blog com uma questão: Porque temos que ouvir mais e falar menos? Esse negócio de falar menos é tido como um desafio para alguns. (Que não sou eu,cof!) O mundo é falante, pessoas querem falar. Transpor seus sentimentos e futilidades, agonias e felicidades. Querem comunicar-se, falar de política ou a falta dela; descarregar grandes baterias de desilusões, tonéis de tristeza e insatisfações, querem ser notadas e fingir que notam, ou até notarem pelo simples prazer de dizer-se observadores. Querem contar piadas sem graça, trilhões de vezes e esperar eboços de sorrisos brotando por sobre faces alheias. E eu me pergunto: Será que é assim tão prazeroso escutar? Falar é maravilhoso, mas e escutar; onde fica a maravilha de escutar? Em meio a "egocentríces" agudas o escutar ficou para escanteio, e talvez seja por isso que existem renomadas profissões em que o foco principal seja escutar, psicólogos por exemplo, parte do percentual de paciente que dispõe-se de uma consulta rápida, ou até mesmo semanal tem algum tipo de distúrbio ou problema. Pois bem caros amigos, boa parte quer somente ser escutado. A resposta de um grande amigo à pergunta anteriormente feita foi a seguinte: "Pois temos dois ouvidos e uma boca." Tudo bem,concordo. De acordo com nossas leis anatômicas, humanas e sei lá o quê por sentido temos o direito de ouvir mais do que falamos, mas não a capacidade. Mas acho também que o ser humano ia ficar danado de feio se possuísse duas bocas e uma orelha, portanto continuamos vivendo desta maneira. Uns calados, uns falantes, uns ouvintes, uns matracas. Uns nada além de humanos.
" Todo mundo que aprender a ler e escrever tem uma certa vontade de escrever.
É legítimo: todo o ser tem algo a dizer. Mas é preciso mais que vontade para
escrever[...]
Às vezes uma linha só basta para salvar o próprio coração." Clarice Lispector.
Segue em anexo uma foto de ‘O Perfeito Falante’:


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