segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Soneto do Dia e da Noite.

Esse sol de fim de tarde engana de forma sacana
a todos aqueles que esperam estender por mais tempo
O contentamento do ócio e inutilidade.
Que contrariam a vontade de uma redenção dos hábitos sem valor.

O Sol ainda se espreguiça quase fraco, já se indo
nas sonoras luzes que o dia possui.
Ó meu dia! Porque me enganas em tua teia de mentiras?
Já são seis da noite e nada fiz senão bobeirices...

Porque tratas-me assim noite?
Que já se veio tão depressa,
sem atrasos ou esperas.

Porque feres minha esperança se é dela que te alimentas?
Porque deixa-me ao léu de teu glorioso céu que se atreve a estrelar
 enquanto transcrevo senão minhas mazelas?

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